A jornalista israelo-americana Allison Kaplan Sommer (que chegou a trabalhar para a CNN) admite no seu blog que um dos seus últimos prazeres quase inconfessáveis foi assistir na TV ao desenrolar da versão israelita do Big Brother, chamado Project Y.
O concurso acabou na quarta-feira, com a inesperada vitória de Firas Houri, um israelita árabe. Escreve Allison: “Acredito que escolherem Firas Houri foi a maneira que os espectadores encontraram de mostrar o seu apreço pela forma como ele, enquanto israelita árabe, encara a vida, estendendo-lhe em resposta uma mão amiga. O próprio Firas disse que a sua vitória mostrava ‘que ainda há esperança’. Numa entrevista ao diário israelita Ma’ariv Firas Houri disse: ‘Para mim, a minha vitória demonstra que as pessoas estão a olhar umas para as outras enquanto seres humanos, tal como eles são. Os espectadores que seguiram o programa viram-me de uma forma objectiva.”
Honestamente, nunca pensei que se podesse alguma vez a escrever “Big Brother” e “esperança” no mesmo parágrafo, e que, ainda por cima, tudo fizesse sentido. Mas faz.
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