Cada vez que se fala em extremistas religiosos judaicos, no contexto de Israel ou noutro qualquer, há uma tendência generalizada para se falar de “ortodoxos”. Quem assim fala, e escreve, demonstra com as suas próprias palavras não saber o que diz. A esmagadora maioria dos judeus de todo o mundo são ortodoxos – apenas à excepção dos EUA, onde os movimentos do Judaísmo Conservador e Reformado possuem um número significativo de aderentes. Os judeus portugueses, tal como a esmagadora maioria dos sefarditas, são ortodoxos. A ortodoxia (do grego “opinião correcta”, peço à Carla que me corrija se estiver errado) significa simplesmente a aderência às doutrinas, regras e mandamentos do judaísmo tradicional. Nada mais, nada menos do que isso. Os extremistas nunca podem ser denominados “ortodoxos” precisamente por não pertencerem à ortodoxia, ou seja, à opinião dominante. Em vez disso, e apesar de heterodoxos, podem ser classificados como “ultra-ortodoxos” – conhecidos pelos termos hebraicos “haredim” (temerosos perante Deus) e “hassidim” (pios).
Os meus leitores que me perdoem a acidez pouco habitual deste post, mas esta é uma das minhas (poucas) ravinhas de estimação.
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