Mona Eltahawy é uma mulher de imensa coragem. Jornalista muçulmana, nascida no Egipto, Mona vive actualmente em Nova Iorque, de onde escreve com uma lucidez irrepreensível. Um dos seus últimos artigos, Our Own Worst Enemy, defende a necessidade absoluta dos líderes islâmicos olharem para si próprios em vez culparem Israel e o Ocidente por todas as suas desgraças. O bombismo suicida durante décadas floresceu como táctica preferencial do terror palestiniano contra civis israelitas, com a complacência do mundo islâmico — que além de nunca ter condenado o terror suicida, o incentivou elevando-o à categoria de “martírio”. Agora, numa imensa ironia pregada pelo destino, como nota Mona Eltahawy, os bombistas suicidas transformaram-se na “arma preferida para ajustar contas entre muçulmanos, em países muçulmanos”, no Afeganistão, no Paquistão e no Iraque.
Neste seu artigo (e noutros) Mona Eltahawy dá voz a uma reflexão introspectiva absolutamente fundamental que tem de acontecer na sociedade muçulmana. Para seu próprio benefício. E para o bem de todos nós.
::A LER:: Our Own Worst Enemy — by Mona Eltahawy / O Mundo Permanece em Silêncio, uma notável análise sobre o genocídio dos árabes praticado pelos árabes assinado por Ben-Dror Yemini.
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