
O filósofo e poeta espano-americano George Santayana escreveu que “aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo”. Depois de séculos de esquecimento — voluntário e involuntário —, a Câmara Municipal de Lisboa contribuiu para que as gerações futuras não esqueçam um dos mais tristes e terríveis páginas da história da cidade quando, há 502 anos, milhares de cidadãos da capital foram chacinados pelos seus vizinhos pelo simples facto de serem judeus.
Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, inaugurado agora no Largo de São Domingos, onde o massacre teve início, o memorial é composto por duas esculturas “contributos da Comunidade Judaica (da autoria da arquitecta Graça Bachmann) e da Igreja Católica (da autoria do arquitecto Segismundo Pinto e do escultor Carlos Ramos) que coexistirão como símbolo da reconciliação e do respeito; por uma lápide inscrita no pavimento, tributo da cidade de Lisboa às vítimas do Massacre Judaico de Abril de 1506 e por um mural onde se lê a frase ‘Lisboa, Cidade da Tolerância’ (da autoria dos designers Susana Jesus e Paulo Cardoso) em 34 línguas diferentes”.
.::A LER ::. 500 Anos do Massacre de Lisboa: Salomão Ibn Verga / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Garcia de Resende / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Samuel Usque / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Damião de Góis / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Alexandre Herculano / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Camilo Castelo Branco / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Oliveira Martins / 500 Anos do Massacre de Lisboa: Ferreira Fernandes / 500 Anos do Massacre de Lisboa IX: Memória e Esquecimento
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