Um pintor português em Nova Iorque


O Barco, Francisco Duarte Azevedo, 2005.


Quando acabo um quadro seguro ao seu lado um qualquer objecto feito por Deus – uma pedra, uma flor, o ramo de uma árvore ou a minha mão – como se fora um teste final. Se o quadro se aguentar ao lado de algo que o homem não pode produzir, o quadro é autêntico. Se houver um choque entre os dois, a arte é má.”
Marc Chagal, pintor, judeu russo naturalizado francês, em entrevista ao Saturday Evening Post, de Nova Iorque, a 2 de Dezembro de 1962.

Não é todos os dias que um pintor português expõe o seu trabalho em Nova Iorque. Não é também todos os dias que sinto orgulho em poder chamar amigo a alguém cujo talento admiro profundamente. Esta bela citação de Chagal é pretexto perfeito para convidar os meus leitores de Nova Iorque – e arredores –a conhecerem a pintura de Francisco Duarte Azevedo, actualmente em exposição a escassos três quarteirões de Times Square. Diplomata de carreira, cônsul geral de Portugal em Newark, poeta e escritor, Francisco Duarte Azevedo tem na pintura o veículo perfeito. Para o seu indiscutível talento e para a sua imensa generosidade.
Francisco expõe em conjunto com a fotógrafa nova-iorquina Dorothy Krakauer, que mostra um conjunto de excelentes fotografias do sul de Espanha. “The painter constructs, the photographer discloses”, escreveu Susan Sontag.
A exposição tem lugar no restaurante Pomaire, (o único restaurante chileno de Nova Iorque), 371 W 46th St, entre as avenidas 8 e 9, no coração da Broadway. Vejam os belos quadros de Francisco Duarte Azevedo, as fotos de Dorothy Krakauer e, já agora, aproveitem para provar a sopa – o caldillo de congrio chileno é também uma obra de arte.

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